quinta-feira, 12 de maio de 2016

Meu Livro? CAPITULO 1

                        Oi genti! Eu sempre gostei muito de ler e escrever. Há algum tempo eu tive ideia para uma história. E decidir ir postando os capítulos dessa história aqui. Por enquanto, ainda não tem titulo nem nada. Mas esta sendo escrita com bastante carinho. Espero que vocês gostem.

CAPITULO 1 

                           Meu nome é Cicilia Castelino, atualmente eu tenho 16 anos. Diferente de muitas pessoas, minha história não começou no meu nascimento, minha história o que define o que eu sou hoje começou antes mesmo de eu nascer. E o que eu sou, é SOLITARIA. Muitos filmes mostram a história de pessoas solitárias e sem amigos, mas o que esses filmes não mostram, é como, realmente é triste você se sentir sozinha.
            Mas então, voltando a história antes do meu nascimento, que me fez  ser a SOLITARIA que sou hoje; é a linda (mais ou menos) história de amor (mais ou menos) da minha e do meu pai. Bom, pelo menos a história que meus tios me contam.
             Essa linda história de amor foi um tanto polemica para época. Minha mãe tinha apenas 16 anos quando conheceu o meu pai, e ficou gravida, e meu pai já tinha 30 anos. Para complicar ainda mais a história, minha mãe era rica, de uma família famosa e tradicional, e morava em uma linda e enorme casa. E meu pai era seu empregado na mansão de sua família. Ele trabalhava cuidando dos jardins da casa. Nas fotos do meu pai, apesar de ele já ter passado dos 30, e ser um sujeito bem barbudo, ele era um cara bonitão e tinha um sorriso muito bonito. Ele e minha mãe acabaram se apaixonando. Mas a família de mamãe não gostou nem um pouco de saber que sua única filhinha namorava com o empregado, que ainda tinha quase idade para ser seu pai. E mandou papai se afastar de mamãe, e até ameaçaram  prender ele, pelo fato de mamãe ser menor de idade.
            Eles se afastaram. Mas 10 meses depois, papai descobriu que mamãe tinha ficado gravida e tido uma filha dele. Ela simplesmente bateu na porta da casa dele, comigo no colo, com apenas um mês de idade, dizendo que não ia poder ficar comigo. Ela não deu mais nenhuma explicação, nem disse o porquê, apenas falou que não podia ficar comigo e que era para nós dois ficarmos longe dela.
            Durante cinco anos eu morei apenas com o meu pai no seu pequeno apartamento. Não tínhamos muitas coisas dentro de casa, mas papai era divertido, brincalhão e sempre muito carinhoso, então eu sentia como se não me faltasse nada.  Até que um dia ele foi até o supermercado pertinho da nossa casa e morreu atropelado.              Depois disso eu fui morar com minha única tia por parte de pai, e seu marido gordinho e bigodudo que parecia mudo diante das ordens e desordens da minha tia e com suas lindas, loiras e mimadas filhas gêmeas, minhas primas que tinham a mesma idade que eu.
            Titia não gostou nem um pouco de ter que ficar comigo. Sua vida já era perfeita, tinha uma casa enorme, um marido que fazia todas suas vontades, e duas filhas lindas e idênticas. Não precisava cuidar de uma sobrinha desajeitada e totalmente diferente do padrão da família. “Alguém que os pais tinham se livrado e jogado para minhas costas” como ela vivia se referindo a mim, e também “ típico do meu irmão folgado” pelo visto ela também não gostava muito de papai.
             Aquela havia se tornado minha única família, mas nem um deles me considera da família. Minhas primas tinham quartos enormes para cada uma, eu tinha uma cama, um armário pequeno e um abajur na antiga lavanderia que eles transformaram em meu quarto. Nunca ganhava roupas novas. Apenas ficava com as roupas que não serviam mais nas minhas primas que eram bem mais altas, e mais gordinhas do que eu ( o que não é muito difícil, já que sou bem magra e baixa). Minhas primas também não gostavam de mim, elas herdaram o ódio e o egoísmo da minha tia. Elas nunca deixavam eu brincar com elas ou com seus vários brinquedos, nem mesmo quando traziam algumas amigas em casa eu podia brincar com elas. Todos os anos, nas férias das minhas primas a família viaja para algum lugar, mas sempre se esqueciam de me comprar uma passagem ou diziam que não tinha mais lugar no carro.
            Nesses momentos que eu me sentia completamente excluída e sozinha, eu imaginava como seria se minha mãe não tivesse me abandonado. Se ela tivesse lutado pelo amor que sentia pelo meu pai, e principalmente, tivesse lutado por mim. 

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